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Ansiedade — O Que É Ansiedade E Como Tratá-la

O Que É Ansiedade? Uma Introdução A Ansiedade.

Em um transtorno relacionado a ansiedade, seus medos e preocupações não vão embora e podem piorar com o tempo.

Isso pode influenciar sua vida ao ponto de poder interferir na suas atividades diárias como escola, trabalho o relacionamentos.

Medo, estresse e ansiedade são “experiências e sentimentos normais”, mas eles são completamente diferentes do sofrimento que uma pessoa passa com um do sete transtornos da ansiedade, do transtorno obsessivo compulsivo e/ou transtornos relacionados a traumas, além da ansiedade induzida por substâncias.

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Tipos De Ansiedade — Transtornos Da Ansiedade.

Os transtornos da ansiedade refletem transtornos que compartilham uma característica geral de medo excessivo (por exemplo, reação emocional a uma ameaça real ou fantasiosa) e ou ansiedade (por exemplo, antecipação de uma possível ameaça que vai ocorrer no futuro) e demonstram distúrbios funcionais e comportamentais como resultado.

O ataque de pânico é um aspecto que pode ocorrer no contexto de muitos transtornos da ansiedade e reflete um tipo de reação.

Transtorno Da Ansiedade De Separação.

Ansiedade excessiva no que diz respeito a separação da casa ou de pessoas com bastante ligação que vai além do que seria esperado pelo nível de desenvolvimento da pessoa.

Isso pode ocorrer em crianças, adolescentes ou adultos, mas ansiedade de separação é mais comum em crianças.

Sintomas:

  • Aflição excessiva recorrente ao mudar de casa ou mudar para longe de uma pessoa com forte conexão.
  • Preocupação excessiva e persistente com a perda de um ente querido com forte ligação (ou medo de algo terrível acontecer com essa pessoa).
  • Preocupação excessiva e persistente que algo traumático vai levar a separação dessa pessoa com forte ligação (por exemplo, ser sequestrado).
  • Aversão ou recusa persistente na hora ir a escola e outros lugares por causa do medo de separação.
  • Medo excessivo ou persistente de ficar sozinho sem um ente querido com forte conexão em casa ou em outros lugares.
  • Aversão ou recusa persistente de ir dormir sem estar perto de um ente querido com forte conexão (ou dormir fora de casa).
  • Pesadelos repetitivos envolvendo separação.
  • Reclamações repetitivas de sintomas físicos (por exemplo, dor de cabeça, dor no estômago e vômito) no momento de separação de entes queridos com forte conexão (quando a separação é antecipada).

Esses sintomas devem causar aflição e angústia clinicamente significante ou prejuízos sociais, acadêmicos, ocupacionais ou outras áreas importantes da vida para o diagnóstico ser feito.

Duração: pelo menos 1 mês em crianças e 6 meses ou mais para adultos.

Aprenda mais sobre o transtorno da ansiedade de separação.

Mutismo Seletivo.

Um transtorno raro caracterizado por um fracasso persistente de falar em determinadas situações sociais (por exemplo, com colegas ou na sala de aula), apesar do engajamento normal em outras situações.

O mutismo também deve incluir prejuízos sociais, acadêmicos e ocupacionais para se qualificar para um diagnóstico.

O mutismo seletivo não está presente se estiver relacionado a falta de conhecimento ou conforto com a língua falada exigida na situação ou devido a vergonha de se comunicar.

Os sintomas não podem ser causados por substâncias, medicamentos ou doença.

Duração: pelo menos mês depois do início do período escolar.

Fobia Específica.

Medo excessivo e persistente de um objeto ou situação específica, como medo de voar, altura, medo de dirigir, animais, banheiros e sangue.

O medo aparece na presença ou antecipação do objeto ou situação, e a exposição aos estímulos fóbicos resulta em um medo imediato ou ataque de pânico.

O medo é desproporcional ao perigo real imposto pelo objeto ou situação.

É comum adultos com fobias. Geralmente, adultos com fobias específicas vão reconhecer que o medo é excessivo.

O objeto ou situação temida é evitada ou encarada com ansiedade e estresse intenso.

Evitar ou antecipar objeto ou situação que causa fobia deve causar significante estresse ou interferir na vida diária, ocupacional, acadêmica ou social do indivíduo para se qualificar para um diagnóstico.

Os sintomas não podem ser causados por substâncias, medicamentos ou doenças.

Duração: pelo menos 6 meses.

Transtorno Da Ansiedade Social (Fobia Social).

Medo excessivo de ficar envergonhado ou humilhado em situações sociais, no mundo real ou online (redes sociais), o que geralmente leva a comportamentos de isolamento significativos.

Sintomas:

  • Medo persistente e intenso de uma ou mais situações sociais ou de desempenho na qual o indivíduo fica exposto a pessoas estranhas ou medo de humilhação e vergonha.
  • Exposição à situação social temida provoca ansiedade extrema (incluindo ataques de pânico).
  • A pessoa reconhece que o medo é exagerado ou irracional (observação: Em crianças, pode haver discernimento limitado).
  • A situação social temida é evitada ou encarada com extrema ansiedade ou aflição.

O ato de evitar ou antecipar o objeto ou situação que causa fobia deve provocar uma quantidade significativa de aflição ou interferir nas atividades diárias, ocupacionais, acadêmica ou sociais do indivíduo para se qualificar para o diagnóstico.

Os sintomas não podem ser causados por substâncias, medicamentos ou doenças.

Especificadores:

  • Generalizado — o medo está presente em qualquer situação social.
  • Específico — comer em público, falar em público, conversar com autoridades e pessoas importantes (por exemplo, o chefe).

Duração: tipicamente dura no mínimo 6 meses ou mais.

Veja também: O Que É Transtorno Da Ansiedade Social? O Que Causa Ansiedade Social?

 Aprenda a Diferença Entre Timidez De Ansiedade Social.

Síndrome Do Pânico.

Esse transtorno reflete a experiência de sintomas repentinos do pânico (geralmente aparecem do nada, sem ser disparado por gatilhos específicos) em combinação com uma preocupação persistente de que os sintomas do pânico vão voltar e o medo desses sintomas do pânico.

Sintomas:

  • Ataques de pânico esperados ou não esperados e um ou mais dos seguintes sintomas por no mínimo um mês:
  • Palpitações no coração.
  • Suor excessivo.
  • Fraqueza.
  • Desmaio.
  • Tontura.
  • Formigamento ou dormência nas mãos.
  • Sensação de irrealidade.
  • Sensação de perda de controle da mente.
  • Medo de morrer ou medo de algo fisicamente sério (exemplo, ataque cardíaco, derrame).
  • Preocupação persistente com as consequências dos ataques (exemplo, “ficar louco”, ataque cardíaco) ou medo de ter outros ataques.
  • Uma mudança significativa no comportamento relacionado aos ataques (exemplo, evitar exercícios físicos).

Duração dos ataques de pânico: alguns minutos até 10 minutos (raramente duram mais do que uma hora ).

É importante que esses sintomas não sejam provocados por outro transtorno para serem especificamente diagnosticados como sintomas da síndrome do pânico.

Os sintomas também não podem ser causados por substâncias, medicamentos para doenças.

Veja também: Síndrome Do Pânico: O Que Você Tem Medo Não Vai Acontecer

Agorafobia.

Medo excessivo de estar ou antecipar situações onde a saída ou fuga pode estar mais difícil ou a ajuda pode não estar disponível se acontecer um ataque de pânico.

Sintomas:

  • Medo intenso como reação ou antecipação de pelo menos 2 das 5 situações seguintes:
  1. Usar transporte público (carros, ônibus, aviões).
  2. Estar em espaços abertos (estacionamento, pontes).
  3. Estar em espaços fechados (shopping center, cinema).
  4. Permanecer na fila ou ficar em um lugar super lotado.
  5. Sair de casa sozinho.
  • Reação ansiosa imediata quando confrontado com as situações acima.
  • Evitar as situações acima (mudar a rotina diária ou evitar viajar) ou encarar tais situações com muita aflição.
  • Reconhecimento de que o medo é desproporcional.

O diagnóstico do transtorno do pânico não é mais exigido para o diagnóstico de agorafobia.

Os sintomas não podem ser causados por substâncias, medicamentos ou doenças.

Duração: sintomas estão presentes por seis meses ou mais.

Aprenda mais sobre agorafobia e como tratar a agorafobia.

Transtorno Da Ansiedade Generalizada.

Caracterizada pela preocupação excessiva e incontrolável de eventos e atividades com consequências negativas em potencial.

Sintomas:

  • Ansiedade e preocupação excessiva com uma variedade de eventos ou atividades, mesmo quando não há nada de errado ou quando a preocupação é desproporcional em relação ao risco real.
  • A preocupação é difícil de controlar.
  • A preocupação está associada a pelo menos 3 (adultos) ou 1 (crianças) dos seguintes sintomas físicos ou cognitivos:
  • Inquietação.
  • Fadiga.
  • Concentração prejudicada ou sensação de que a mente vai dar um branco.
  • Irritabilidade.
  • Aumento nas dores musculares.
  • Dificuldade de dormir (dificuldade de cair no sono ou continuar dormindo).
  • Às vezes associado com outros sintomas físicos como náusea ou diarreia.

Ansiedade e preocupação devem causar aflição significativa ou interferir na atividade diária, ocupacional, acadêmica ou social do indivíduo.

Os sintomas não podem ser causados por substâncias, medicamentos ou doenças.

Duração: sintomas presentes por 6 meses ou mais.

Transtorno Da Ansiedade Induzido Por Substância Ou Medicamentos.

Ansiedade e medo causado pelos efeitos de um medicamento ou de uma substância psicoativa.

Sintomas:

  • Ansiedade ou medo após o uso de drogas ou remédio (pode incluir ansiedade generalizada, ataques de pânico ou fobias).
  • Pode incluir sintomas físicos parecidos com o pânico, como palpitações no coração ou tremedeira.
  • Pode ocorrer enquanto o indivíduo está intoxicado ou depois do uso da droga (abstinência).

Duração: durante o uso de drogas ou até quatro semanas depois da interrupção do uso; algumas pessoas experimentam ansiedade e sintomas do pânico por até 6 meses depois do uso.

O começo dos sintomas devem estar claramente associados ao uso da substância.

Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

O transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos relacionados são caracterizados pelos pensamentos obsessivos e invasivos (por exemplo, preocupação constante com a limpeza) que disparam comportamentos compulsivos (lavar as mãos repetidamente e exercícios em excesso).

Esses comportamentos são realizados para aliviar a ansiedade associada com os pensamentos obsessivos.

Esses tipos de transtornos podem prejudicar as atividades do dia a dia ou gerar angústia significativa, por exemplo, ao parecer mais difícil sair de casa sem muitas das repetições de um comportamento compulsivo (por exemplo, verificar que a porta está fechada).

Experimentar com frequência a preocupação de ter hábitos idiossincrático não constitui um transtorno obsessivo compulsivo.

Em vez disso, esses transtornos são caracterizados pelos altos níveis de preocupação e comportamentos compulsivos relacionados, em comparação com níveis normais de outros indivíduos.

Pensamentos persistentes e repetitivos (obsessões) que tipicamente causam aflição e angústia e que o indivíduo tenta aliviar ao realizar ações específicas repetitivas (compulsões).

Exemplos de obsessões comuns incluem: medo de fracassar ao fazer coisas de uma maneira específica e acabar prejudicando a própria pessoa ou outros, ansiedade extrema ao se sujar e ser contaminado por germes, medo de esquecer de fazer algo importante que pode resultar em consequências negativas ou obsessões com simetrias.

Exemplos de compulsões comuns incluem: verificar que a porta está trancada, contar ou ordenar dinheiro ou itens da casa e realizar uma ação mental, como rezar determinado número de vezes.

Sintomas:

  • Pensamentos invasivos e repetitivos que causam ansiedade.
  • Dedicar-se mais de uma hora por dia para as obsessões ou compulsões.
  • Experimentar aflição e angústia por causa das obsessões ou compulsões.
  • Interferência das proteções ou compulsões no trabalho e interações sociais.

Os sintomas não são disparados por efeitos fisiológicos de uma substância, como drogas ou álcool ou outra condição médica.

Escoriação.

Machucar a pele repetidamente, o que resulta em lesão.

Muitos indivíduos vão sentir vergonha por causa do comportamento e vão tentar esconder as lesões com roupa ou maquiagem.

Sintomas:

  • Cutucar a pele tão forte a ponto de provocar uma lesão.
  • Tentativas repetitivas de reduzir ou eliminar esse comportamento.
  • O comportamento leva a prejuízos na vida social ou profissional.

Os sintomas não são disparados por efeitos fisiológicos de uma substância, como drogas ou álcool, nem por outro problema de saúde.

Transtorno Da Acumulação.

Uma condição na qual desfazer-se de objetos (por exemplo, itens da casa ou pertences pessoais) causa angústia significativa.

Além disso, muitos indivíduos adquirem coisas novas constantemente e sentem aflição ou angústia quando não são capazes de fazer isso.

A incapacidade de descartar pertences pode limitar os espaços da casa.

Os espaços da casa desordenados podem interferir no desempenho das atividades diárias, como higiene pessoal, cozinhar ou dormir (por exemplo, o banheiro está cheio de caixas e a cama está coberta de itens inúteis).

Sintomas:

  • O indivíduo coleta e mantém muitos itens, mesmo quando eles não são mais úteis ou valiosos.
  • Os itens atrapalham o uso normal do espaço do cômodo.
  • Os itens atrapalham as atividades diárias que causam ansiedade.

Os sintomas não são disparados por nenhuma condição médica, (como depressão).

Transtorno Dismórfico Corporal.

Caracterizado pela preocupação com a crença de que a aparência ou o corpo do indivíduo não é ou não está atraente, é anormal ou deformado.

Essa preocupação pode ser direcionada a um ou muitos atributos físicos (acne, calvície, deformações na pele).

Dismorfia do músculo é um subtipo desse transtorno que é caracterizado pela crença de que o corpo do indivíduo é pequeno demais ou não é musculoso o suficiente.

Sintomas:

  • Obsessão com um defeito percebido na aparência do indivíduo que é insignificante ou imperceptível por outras pessoas.
  • Preocupações com a aparência frequentemente disparam comportamentos repetitivos (olhar no espelho por quantidades irracionais de vezes ou por um período extenso de tempo) ou ações mentais (comparar aparência de um indivíduo com a aparência de outro).
  • A preocupação com a aparência prejudica as atividades profissionais, acadêmicas ou sociais.

Os sintomas não são melhores explicados pela simples preocupação com a gordura corporal ou peso em indivíduos diagnosticados com um transtorno alimentar.

Tricotilomania.

Caracterizado pelo repetitivo ato de puxar o cabelo, geralmente do couro cabeludo, sobrancelha ou cílios.

Sintomas:

  • Puxar um fio de pelo ou cabelo repetidamente, o que pode resultar em calvície.
  • Tentativas repetidas no passado de parar o comportamento de puxar o cabelo.
  • O ato de puxar pelo ou cabelo é uma fonte de aflição e angústia ou prejudica o funcionamento as atividades sociais e profissionais.

Os sintomas não são disparados por outra condição médica ou problema mental.

Muitos indivíduos com Tricotilomania também exibem outros comportamentos repetidos com foco no corpo, como roer as unhas.

Transtornos Relacionados A Estresse Ou Traumas.

Estes são transtornos que estão relacionados à experiência de um trauma (morte inesperada de um ente querido, um acidente de carro, uma luta corporal ou um incidente violento) ou estressores (divórcio, começar faculdade, mudar de casa).

Transtorno Do Estresse Pós-Traumático.

Caracterizada pelo desenvolvimento de certos sintomas relacionados a traumas depois de exposição a um evento traumático (veja o “critérios de diagnóstico” abaixo).

Embora a maioria das pessoas possam experimentar reações ansiosas e negativas após um evento traumático, um diagnóstico de transtorno do estresse pós traumático é feito quando os sintomas e reações negativas persistem por mais de um mês e prejudicam a atividade as atividades diárias da pessoa.

Os sintomas são separados em quatro grupos principais:

  • Voltar a ter experiência;
  • Evitar;
  • Cognições e humor negativo;
  • Hiperatividade.

Os sintomas específicos experimentados podem variar substancialmente pelos indivíduos; por exemplo, alguns indivíduos com transtorno do estresse pós-traumático ficam irritados e tem explosões de raiva, enquanto outros não apresentam isso.

Além dos sintomas listados abaixo, algumas pessoas com transtorno do estresse pós traumático se sentem desconectadas de suas próprias mentes e corpo, ou do que acontece em volta.

Veja também: Como Lidar Com Seus Medos e Traumas Facilmente

Critérios de diagnóstico:

O diagnóstico do transtorno do estresse pós-traumático implica que os sintomas do indivíduo estão relacionados a eventos traumáticos que atendem dois critérios:

  1. O indivíduo ficou exposto a um ferimento ou acidente grave, violência sexual ou ameaça de morte real.
  2. Essa exposição aconteceu ao passar pela experiência do evento diretamente, testemunhando o evento pessoalmente, aprendendo que o evento aconteceu com um amigo próximo ou ente querido próximo (observação: para caso de morte ou quase morte, deve ser violento) ou ficar exposto repetidamente aos detalhes aterrorizantes do evento traumático (como o médico ou enfermeira de um pronto-socorro que frequentemente vê mortes e corpos mutilados).

Sintomas:

  • Voltar a sentir a experiência.
    • Memórias involuntárias, recorrentes e angustiantes sobre o evento traumático.
    • Sonhos angustiantes com o evento traumático.
    • Episódios no qual o indivíduo sente que o trauma está prestes a acontecer de novo (flashbacks).
    • Aflição psicológica seguido de exposição a sinais, seja por sinais do ambiente externo (por exemplo, fogos de artifício lembrar de tiros) ou sinais internos, associados com o trauma.
    • Forte reação fisiológica a sinais internos ou externos que estão associados com o trauma.
  • Evitar
    • Evitar ou tentar evitar um dos dois abaixo:
    • Memórias, pensamentos ou sentimentos angustiantes sobre o evento traumático.
    • Lembretes externos do trauma (um lugar específico ou música específica).
  • Cognições e humor negativo.
    • Incapacidade de lembrar aspectos importantes do trauma.
    • Crenças negativas exageradas e persistentes ou expectativas em relação a própria pessoa, outras pessoas ou o mundo.
    • Cognições distorcidas e persistentes sobre a causa ou consequência do evento traumático que levam os indivíduos a se culparem ou culpar outros.
    • Estado emocional negativo persistente (medo, horror, raiva, culpa ou vergonha).
    • Interesse diminuído na participação de atividades importantes.
    • Sentimentos de desconexão ou estranhamento pelas outras pessoas.
    • Incapacidade persistente de experimentar emoções positivas (incapacidade de sentir felicidade, satisfação ou sentimentos de amor).
  • Hiperatividade.
    • Comportamento irritado e explosões de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) tipicamente expressado como agressão física ou verbal em direção a pessoas ou objetos.
    • Comportamentos autodestrutivos.
    • Hiper vigilância.
    • Sustos exagerados.
    • Problemas com concentração.
    • Distúrbios de sono (dificuldade de cair no sono vou continuar dormindo).

Duração: sintomas persistem por mais de um mês.

Subtipo dissociativo: presença de despersonalização (sensação de desconexão do próprio corpo e mente) ou desrealização (estranhar pessoas ou coisas familiares).

Esses sintomas não são atribuídos aos efeitos fisiológicos de uma substância (remédio o álcool) ou outra condição médica.

Transtorno Do Estresse Agudo.

Caracterizado por uma variedade de sintomas que persistem por pelo menos 3 dias e até 1 mês depois da experiência traumática (mesmo critérios de diagnóstico para o trauma listado acima).

Os sintomas específicos do transtorno variam entre os indivíduos, mas com uma característica comum é a ansiedade intensa em relação a sintomas de passar pela experiência de novo (recordações invasivas recorrente do evento traumático).

Sintomas:

  • Memórias angustiantes recorrentes ou involuntárias do evento traumático.
  • Sonhos angustiantes recorrentes no qual o conteúdo do sonho está relacionado ao evento.
  • Reações dissociativas (flashbacks) na qual um indivíduo sente ou age como se o evento traumático fosse recorrente (tais reações podem ocorrer continuamente, sendo que a expressão mais extrema é uma perda completa de consciência do presente).
  • Angústia psicológica intensa ou prolongada ou reações fisiológicas notáveis em relação a sinais internos ou externos que simbolizam um aspecto do evento traumático.
  • Incapacidade persistente de experimentar emoções positivas (incapacidade de ter felicidade, satisfação ou sentimentos de amor).
  • Um senso alterado de realidade das coisas que acontecem na vida da pessoa (ver a si mesmo a partir de uma outra perspectiva, entrar em confusão, sensação de que tudo está passando devagar).
  • Incapacidade de lembrar um aspecto importante do evento traumático (tipicamente devido a amnésia dissociativa e não devido a fatores como machucado na cabeça, álcool ou drogas).
  • Esforços para evitar memórias, pensamentos ou sentimentos angustiantes associados com o evento traumático.
  • Esforços para evitar lembranças externas (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos ou situações) que trazem à tona memórias, pensamentos ou sentimentos angustiantes associados com um evento traumático.
  • Distúrbios do sono (dificuldade de cair no sono ou continuar dormindo).
  • Comportamento irritado ou explosões de raiva (com pouca ou nenhuma provocação), tipicamente expressado como agressão física ou verbal em direção a pessoas ou objetos.
  • Hiper vigilância.
  • Problemas com concentração.

Estes sintomas não estão atribuídos aos efeitos fisiológicos de uma substância (remédio ou álcool), outra condição médica ou um breve episódio psicótico.

Transtorno Do Ajustamento.

Caracterizado pelo desenvolvimento dos sintomas emocionais e comportamentais como reação direta a um estresse significativo (divórcio, mudança de casa ou cidade); os sintomas devem surgir dentro de três meses depois do agente estressor for identificado.

Especificadores para sintomas incluem depressão, ansiedade ou desvio de conduta.

Sintomas:

  • desenvolvimento dos sintomas emocionais e comportamentais como resultado de um estressor identificado.
  • Sintomas comportamentais ou emocionais são clinicamente significantes e marcados por um uma aflição que está fora de proporção em relação à gravidade ou intensidade do estresse (importante levar em conta fatores culturais em um contexto externo) ou prejuízos significativos na vida social, acadêmica, ocupacional ou outras áreas importantes da vida.

Duração: agudo representa sintomas presentes por menos de 6 meses; crônico representa sintomas presentes por 6 meses ou mais.

Causas E Fatores De Risco.

É importante notar que todo mundo sente ansiedade em algum grau regularmente no decorrer de suas vidas — medo e ansiedade são emoções adaptáveis e úteis que podem funcionar para nos ajudar a enxergar o perigo ou ameaça, nos manter seguros e nos ajudar a adaptar ao ambiente.

Transtornos da ansiedade representa estados quando o medo ou ansiedade se tornam graves ou extremos, ao ponto de causar aflição e angústia significativa no indivíduo, ou prejudicar a capacidade da pessoa de funcionar normalmente em aspectos importantes da vida como trabalho, escola ou relacionamentos.

É importante também perceber que os fatores de risco não implicam que a ansiedade é culpa da própria pessoa; transtornos da ansiedade são dificuldades muito comuns que as pessoas experimentam.

Nesta sessão, nós vamos revisar os fatores de risco para transtornos da ansiedade.

Existem muitos fatores de risco em potencial para os transtornos da ansiedade, e a maioria das pessoas experimentam múltiplas combinações diferentes dos fatores de risco, tais como fatores neurobiológicos, marcadores genéticos, fatores ambientais e experiências de vida.

Porém, nós ainda não entendemos completamente o que faz algumas pessoas desenvolverem transtornos da ansiedade.

Comorbidade é muito comum em transtornos da ansiedade, o que significa que a maioria dos indivíduos que tem ansiedade extrema também tem múltiplos tipos diferentes de ansiedade.

Devido a essa comorbidade, não é de se surpreender que muitos fatores de risco são compartilhados entre os transtornos de ansiedade, ou tem as mesmas causas ocultas.

Existem muitas pesquisas identificando fatores de risco para os transtornos da ansiedade, e essas pesquisas sugerem que tanto a natureza quanto a raiz são muito relevantes.

É importante notar que nenhum fator de risco único é definitivo — muitas pessoas podem ter um fator de risco para transtorno e jamais desenvolver aquele transtorno.

Porém, é útil e importante pesquisar para identificar fatores de risco e para as pessoas ficarem alertas sobre esses riscos, uma vez que saber quem pode estar em risco pode potencialmente ajudar as pessoas a ter o apoio e assistência para prevenir o desenvolvimento do transtorno.

Fatores de risco genéticos tem sido documentado para todos os transtornos da ansiedade.

Estudos genéticos clínicos indicam que estimativas de hereditariedade para transtornos da ansiedade variam de 30 a 67%.

Muitos estudos, passados e presentes, tem focado na identificação de fatores genéticos específicos que aumentam o risco do indivíduo de desenvolver um transtorno de ansiedade.

Até o presente momento, pequenas variações no código genético conferem risco aumentado para o desenvolvimento de transtorno da ansiedade.

Na maior parte das vezes, as variantes que tem sido associadas com a ansiedade estão localizadas dentro dos genes que são críticos para a expressão e regulamentação dos sistemas neurotransmissores ou hormônios do estresse.

É importante notar que fatores genéticos também podem conferir resiliência a transtornos da ansiedade, e essa área continua a fazer estudos genéticos em larga escala para identificar fatores genéticos que estão associados a ansiedade na esperança de entender melhor caminhos biológicos que:

  1. Contribui para o desenvolvimento e manutenção da ansiedade; e
  2. Pode levar a melhores tratamentos para esses transtornos.

A maioria das pessoas não estão cientes de quais marcadores genéticos específicos elas podem ter para terem um risco aumentado de desenvolver transtornos da ansiedade, portanto um jeito direto de abordar o risco genético é se um indivíduo tem um histórico de transtornos de ansiedade na família.

Embora tanto a natureza quanto a criação pode estar em jogo com o histórico familiar, se várias pessoas têm transtorno da ansiedade, é provável que exista uma vulnerabilidade genética existente na família.

Em relação a fatores ambientais dentro da família, o comportamento dos pais também pode ter um impacto no risco dos transtornos da ansiedade.

Pais que demonstram altos níveis de controle (em vez de garantir a autonomia da criança) enquanto estão interagindo com suas crianças tem sido associado com o desenvolvimento de transtornos da ansiedade.

Imitar o comportamento ansioso dos pais e a rejeição dos pais ao comportamento da criança também tem sido mostrado que aumenta o risco para ansiedade.

Passar por eventos estressantes na vida ou estresse crônico também está relacionado com o desenvolvimento de transtornos da ansiedade.

Eventos estressantes durante a infância, incluindo adversidades, abuso sexual, físico ou emocional, ou separação dos pais podem aumentar o risco de desenvolver transtornos da ansiedade mais tarde na vida.

Ter passado por um recente evento traumático ou um evento muito estressante pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da ansiedade em todos os grupos diferentes de idade.

Outro risco aumentado associado é a noção do estresse crônico, resultado de poucos recursos socioeconômicos.

Passar por uma condição médica crônica ou doença grave ou frequente também pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos da ansiedade, bem como lidar com doenças de um membro da família ou ente querido.

Devido as várias condições médicas que têm sido associadas a ansiedade, em alguns casos o médico pode exigir exames médicos para descartar alguma doença não diagnosticada.

Por exemplo, problemas de tireoide são frequentemente caracterizadas pelos sintomas da ansiedade.

Menopausa, doença cardíaca e diabetes também têm sido associados a sintomas da ansiedade.

Além disso, abuso de drogas ou abstinência de muitas substâncias provocam ansiedade aguda, e abuso crônico de substância pode aumentar o risco para desenvolver um transtorno da ansiedade.

A ansiedade também pode ser um efeito colateral de alguns medicamentos.

Extremos distúrbios do sono, como a dificuldade de dormir ou de continuar dormindo, pode ser um fator de risco para desenvolver um transtorno da ansiedade.

Escolhas comportamentais também podem aumentar o risco significativamente, como o uso exagerado de tabaco, açúcar e cafeína.

Traços de personalidade e temperamento específicos também conferem risco à ao desenvolvimento de um transtorno da ansiedade.

Quando se trata de temperamento, timidez e inibição comportamental na infância, isso pode aumentar o risco de desenvolver transtorno da ansiedade mais tarde na vida da criança.

Quando se trata de traços da personalidade, os cinco fatores do modelo de personalidade consistem em cinco amplos traços dominantes incluindo o neuroticismo, extroversão, abertura a experiência, agradabilidade e conscienciosidade.

Um indivíduo mais alto no traço neuroticismo ou baixo no conscienciosidade está no risco mais alto de desenvolver transtornos da ansiedade, e um indivíduo baixo no traço extroversão está em um risco mais alto de desenvolver fobia social e agorafobia.

Algumas personalidades mais estreitas também exibem um risco de ansiedade, incluindo um estilo negativo ou hostil, bem como pessoas bastante autocríticas.

Transtornos de personalidade também conferem um aumento no risco de transtornos da ansiedade.

Fatores demográficos também tem um impacto no risco dos transtornos da ansiedade.

Embora não exista um forte consenso, pesquisas sugerem que o risco para transtornos de ansiedade diminui no decorrer da vida, com um risco mais baixo sendo demonstrado bem mais tarde na vida.

As mulheres são significativamente mais propensas a terem transtornos da ansiedade.

Outro fator de risco biológico e sócio demográfico robusto para transtornos da ansiedade é o gênero, uma vez que as mulheres são duas vezes mais propensas do que os homens a sofrerem de ansiedade.

A gravidade dos sintomas também é maior nas mulheres em comparação com os homens, e mulheres com transtorno da ansiedade geralmente relatam uma menor qualidade de vida do que os homens.

Essa diferença entre os sexos na prevalência e gravidade dos transtornos da ansiedade que coloca as mulheres em desvantagem em relação aos homens não é específica a transtornos da ansiedade, também vale para depressão e outros problemas de saúde relacionados ao estresse (obesidade e doenças cardio-metabólicas).

Estudos clínicos sugerem que hormônios ovários, como o estrogênio e progesterona e suas flutuações podem ter um papel importante nessa diferença entre os sexos na prevalência e gravidade de um transtorno da ansiedade.

Ansiedade E Saúde Física.

Transtornos da ansiedade aumentam as chances do indivíduo de sofrer de outros problemas médicos, como doenças cardiovasculares, incluindo obesidade, doenças no coração e diabetes.

Mais especificamente, aumento no peso corporal e gordura abdominal, pressão alta e níveis maiores de colesterol, triglicérides e glucose estão todos associados a ansiedade.

Embora ainda não seja claro o que causa a alta comorbidade entre ansiedade e consequências negativas para a saúde física, pesquisas sugerem que mudanças na biologia que é característica da ansiedade também podem facilitar a emergência para esses problemas de saúde físicos no decorrer do tempo.

Por exemplo, mudanças nos hormônios do estresse, bem como aumento na inflamação sistêmica estão associados a transtornos da ansiedade e consequências negativas para a saúde.

Estes estados fisiológicos compartilhados sugerem uma oculta biologia compartilhada, ou seja, ansiedade é uma condição que afeta o corpo todo.

Transtornos da ansiedade estão associados a estresses crônicos da vida.

Estressores implacáveis, imprevisíveis e que não tem soluções estimulam cronicamente os hormônios do estresse e o sistema cardiovascular, e leva a estados de atividade constante.

Biologicamente, o corpo evoluiu para lidar com o perigo concreto e iminente no ambiente, em vez de lidar com estressores contínuos.

Sob condições normais onde o estresse crônico está baixo, exposição a uma ameaça repentina ativa o sistema nervoso autônomo, como aumento nos níveis de adrenalina, respiração rápida e batimentos cardíacos acelerados.

Essas reações consequentemente ativam os hormônios do estresse, como o cortisol.

Um dos efeitos desses hormônios do estresse é aumentar os níveis de glucose na corrente sanguínea para reagir a uma ameaça iminente, assim os músculos se preparam para uma reação de luta ou fuga.

Outro efeito dos hormônios do estresse é suprimir o sistema imunológico, para que processos como reparação e cicatrização fique em espera até a ameaça passar.

Porém, em alguém com transtorno da ansiedade, onde existe a constante ativação dessas reações aos estressores do dia a dia, o sistema que libera os hormônios do estresse perde a capacidade de controlar a função imunológica, contribuindo assim ao aumento sistêmico da inflamação que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e até mesmo transtornos autoimunes.

A Neurociência e pesquisas clínicas continuam a investigar como os transtornos da ansiedade aumentam o risco do indivíduo de desenvolver problemas de saúde físicos na esperança de identificar tratamentos novos que podem aliviar o sofrimento e prevenir o desenvolvimento desses transtornos que afetam o corpo todo.

Opções De Tratamento.

Existem muitas opções de tratamento altamente eficazes disponíveis para ansiedade e transtornos associados à ansiedade.

Estes tratamentos podem ser amplamente categorizados como:

  1. Psicoterapia;
  2. Medicamentos;
  3. Terapias alternativas e complementares.

Pacientes diagnosticados com ansiedade podem se beneficiar de um ou de uma combinação dessas várias terapias.

Terapias Baseadas Em Evidências Científicas.

Aconselhamento.

Aconselhamento é uma forma de terapia na qual o conselheiro especializado em saúde mental ajuda os pacientes a desenvolverem estratégias de superação para resolver problemas específicos como gerenciamento do estresse ou problemas interpessoais.

O aconselhamento é geralmente desenhado para ser uma terapia de curto prazo.

Psicoterapia.

Existem muitos tipos de psicoterapia usadas no tratamento da ansiedade.

Ao contrário do aconselhamento, a psicoterapia é para o longo prazo e mira uma variedade mais ampla de problemas, como padrões de comportamento.

O diagnóstico de ansiedade e preferência pessoal do paciente dão uma direção para qual terapia seria melhor para esse paciente.

O objetivo final de qualquer tipo de psicoterapia é ajudar o paciente a controlar suas emoções, gerenciar o estresse, entender padrões de comportamento que afetam os relacionamentos interpessoais.

Terapias baseadas em evidências científicas como a terapia cognitivo comportamental, terapia de exposição prolongada e terapia comportamental dialética são algumas das mais eficazes no tratamento da ansiedade.

Terapia Cognitivo-Comportamental.

É um tratamento de curto prazo desenhado para ajudar pacientes identificar pensamentos imprecisos e negativos em situações que causam ansiedade, como ataques de pânico.

A terapia cognitivo-comportamental também pode ser usada como terapia personalizada ou terapia em grupo, com pessoas passando por problemas similares.

Essa terapia essencialmente tem um foco nos problemas contínuos na vida de um paciente e ajuda o paciente a desenvolver novas formas de processar seus sentimentos, pensamentos e comportamentos para desenvolver maneiras mais eficazes de lidar com a vida.

Em pacientes que sofrem de transtorno do estresse pós-traumático, a terapia cognitivo-comportamental pode ter uma abordagem baseada no trauma, onde o objetivo é processar e reformular a experiência traumática que leva aos sintomas.

Em média, a duração do tratamento é de cerca de 10 a 15 semanas, com uma sessão de uma hora por semana, dependendo do tipo e gravidade dos sintomas.

Terapia De Exposição Prolongada.

A terapia de exposição prolongada é um tipo específico da terapia cognitivo comportamental usada para tratar transtornos do estresse pós-traumático e fobias.

O objetivo dessa terapia é ajudar os pacientes a superarem a angústia esmagadora que o paciente sente ao lembrar dos traumas do passado e ao confrontar seus medos.

Com a ajuda de um terapeuta licenciado, o paciente é cuidadosamente reapresentado às memórias ou recordações do trauma.

Durante a exposição, o terapeuta guia o paciente para usar estratégias de superação, como a mindfulness ou terapia de relaxamento.

O objetivo dessa terapia ajuda os pacientes a perceberem que memórias relacionadas ao trauma (ou fobias) não são mais perigosas e não precisam ser evitadas.

Esse tipo de tratamento geralmente dura de dois a quatro meses, com seções semanais.

Terapia De Reprocessamento Para Dessensibilização Do Movimento Dos Olhos.

É uma psicoterapia que alivia a aflição e distúrbios emocionais que aparecem a partir de memórias dos eventos traumáticos.

Essencialmente administrada para tratar o transtorno do estresse pós-traumático e é muito similar semelhante a terapia de exposição.

Essa terapia ajuda pacientes a processar o trauma, para eles conseguirem superar e esquecer esse trauma.

Durante a terapia, os pacientes prestam atenção em um movimento para trás e para frente ou som enquanto volta a contar as memórias traumáticas.

Os pacientes continuam essas sessões até conseguir uma diminuição na angústia por causa da memória.

As sessões geralmente duram uma hora ou uma hora e meia e são administrados semanalmente por um a três meses, apesar de muitos pacientes relatarem uma redução dos sintomas logo após algumas sessões dessa terapia.

Terapia Comportamental Dialética.

A terapia comportamental dialética uma abordagem baseada em habilidades para ajudar pacientes a regular suas emoções.

É o tratamento preferido para transtornos de personalidade, mas também pode ser pode ser eficaz para transtornos da ansiedade como o transtorno do estresse pós-traumático.

Esse tratamento ensina pacientes a desenvolverem habilidades para controlar suas emoções, gerenciar o estresse, mindfulness e terem mais eficiência interpessoal.

Foi desenvolvida para ser aplicada em sessões individuais ou sessões em grupo.

Esse tipo de terapia é tipicamente de longo prazo, os pacientes ficam em tratamento por um ano ou mais.

Terapia De Aceitação E Comprometimento.

Tipo de terapia comportamental que estimula os pacientes a retomarem comportamentos positivos mesmo na presença de pensamentos e comportamentos negativos.

O objetivo é melhorar as atividades do cotidiano mesmo na presença do transtorno.

Especialmente útil para o transtorno da ansiedade generalizada e depressão.

A duração do tratamento varia dependendo da gravidade dos sintomas.

Veja também: O Jeito Inteligente De Combater Ansiedade E Depressão

Terapia familiar.

A terapia familiar é um tipo de terapia em grupo que inclui a família do paciente para ajudá-lo a melhorar a comunicação e desenvolver melhores habilidades para resolver conflitos.

Essa terapia é útil se a família estiver contribuindo para ansiedade do paciente.

Durante essa terapia de curto prazo, a família do paciente aprende a não piorar os sintomas da ansiedade e aprende a entender melhor o paciente.

A duração do tratamento varia dependendo da gravidade dos sintomas.

Medicamentos.

Os medicamentos às vezes são usados em conjunto com a psicoterapia.

Os medicamentos mais usados geralmente são seguros, apesar de alguns terem efeitos colaterais que precisam ser levados em consideração.

O tipo específico de medicamento administrado em pacientes será determinado pelo médico baseando-se nos sintomas específicos do paciente e outros fatores como saúde em geral.

Antidepressivos.

Antidepressivos são medicamentos usados para tratar sintomas da depressão, mas também podem ser usados para tratar sintomas da ansiedade.

Em particular, os inibidores seletivos de recaptação da serotonina e os inibidores seletivos de recaptação da norepinefrina são as principais classes de antidepressivos usadas para tratar ansiedade.

Benzodiazepinas.

Benzodiazepinas são sedativos indicados para ansiedade, epilepsia, abstinência de álcool e espasmos musculares.

Benzodiazepinas demonstram eficácia no curto prazo no tratamento do transtorno da ansiedade generalizada e pode ajudar nos distúrbios do sono.

O médico pode prescrever esses remédios por um período limitado de tempo para aliviar sintomas agudos da ansiedade.

Porém, o uso permanente desses medicamentos não é recomendado porque eles tem um efeito sedativo muito forte e podem formar hábito.

Além disso, tomar Benzodiazepinas enquanto o paciente estiver envolvido com psicoterapia pode reduzir a eficácia da terapia de exposição.

Beta bloqueadores.

Os beta bloqueadores, trabalham para bloquear o Neurotransmissor epinefrina (adrenalina).

Bloquear a adrenalina desacelera e reduz a força da contração do coração, resultando em diminuição da pressão.

Os beta bloqueadores também aumentam o diâmetro dos vasos sanguíneos, aumentando o fluxo sanguíneo.

Historicamente, beta bloqueadores tem sido prescritos para tratar sintomas somáticos da ansiedade (frequência cardíaca e tremores), mas não são muito eficazes no tratamento da ansiedade generalizada, ataques de pânico ou fobias.

Terapias Alternativas E Complementares.

As terapias alternativas e complementares podem ser usadas em conjunto com as terapias convencionais para reduzir os sintomas da ansiedade.

Existe interesse crescente nesses tipos de terapias alternativas, uma vez que elas não são tão invasivas e podem ser úteis para os pacientes.

Elas não têm o propósito de substituir terapias convencionais, mas podem ser um complemento que pode melhorar a qualidade de vida geral dos pacientes.

Gerenciamento Do Estresse.

Uma coleção de atividades focadas na qual o indivíduo conscientemente produz uma reação relaxante no corpo.

Essa reação significa diminuir a velocidade da respiração, resultando em diminuição da pressão e sensação geral de bem estar.

Essas atividades incluem: relaxamento progressivo, imagens guiadas, biofeedback, auto hipnose e exercícios de respiração profunda.

Meditação.

Uma prática corpo e mente na qual os indivíduos são instruídos a ficarem atentos a pensamentos, sentimentos e sensações, sem julga-los.

Meditar é comprovadamente útil na redução dos sintomas de estresse psicológico em pacientes com ansiedade.

Yoga.

Uma prática que combina meditação, posturas físicas, exercícios de respiração e uma filosofia distinta.

É comprovadamente útil na redução dos sintomas da ansiedade e depressão.

Aprenda Mais: Tratamentos Alternativos Para A Ansiedade

Terapias Emergentes.

Existem também um número de tratamentos experimentais promissores no tratamento dos sintomas da ansiedade.

Aqui, nós incluímos uma descrição breve de algumas delas, incluindo estímulo cerebral (Neuroestimulação), acupuntura e drogas psicoativas (maconha e ecstasy).

Neuroestimulação.

Ansiedade está associada a padrões anormais de atividade do cérebro.

Um jeito de tratar ansiedade é mirar diretamente a atividade das células nervosas.

A modulação neural ou estimulação do cérebro é uma terapia indolor e não invasiva que estimula o cérebro humano.

Em algumas pesquisas clínicas recentes, pacientes que não reagiram a formas mais tradicionais de tratamento (como medicamentos) mostraram uma redução nos sintomas da depressão e ansiedade com esses tratamentos alternativos.

Existem dois tipos principais de modulação neural:

  • Estimulação magnética transcranial repetitiva.

Uma corrente larga e curta passa por uma bobina que é colocada na frente da cabeça, próximo das regiões que regulam o humor.

A corrente transiente cria um campo magnético que produz uma corrente elétrica no cérebro e estimula as células nervosas na região localizada.

A corrente geralmente afeta apenas regiões do cérebro em uma profundidade de até 5 cm, o que permite aos médicos selecionar qual região do cérebro tratar.

Uma sessão normal dura de 30 a 60 minutos e não exige anestesia.

Sessões são administradas de quatro a cinco vezes por semana por cerca de seis semanas.

Apesar do procedimento ser indolor, os pacientes podem sentir um pequeno incômodo na área da cabeça onde a corrente está sendo administrada.

A modulação neural tem alguns poucos efeitos colaterais, mas eles podem incluir dores de cabeça, formigamento ou desconforto na região que está sendo tratada.

Essa terapia pode ser administrada sozinha ou em conjunto com remédios de psicoterapia.

  • Estimulação magnética transcranial profunda.

Bobinas especializadas que Miriam regiões mais profundas do cérebro do que a estimulação magnética transcranial repetitiva.

O paciente veste um capacete almofadado.

Essa bobina usada foi aprovada pela Anvisa americana (FDA) em 2013 para tratar depressão, mas está atualmente sendo estudada para o tratamento dos transtornos da ansiedade como o transtorno obsessivo compulsivo.

O procedimento é administrado por 20 minutos por quatro a seis semanas.

Os pacientes podem voltar às suas atividades diárias normais logo após cada sessão.

Acupuntura.

Acupuntura é um tratamento derivado da medicina chinesa tradicional.

Agulhas muito finas são inseridas no corpo em regiões localizadas.

Até o presente momento existe poucas evidências de que a acupuntura pode tratar a ansiedade generalizada significativamente, apesar de existirem pesquisas continuas para o transtorno do estresse pós-traumático.

Veja também: Por Que A Acupuntura Funciona Para O Alívio Da Ansiedade

Drogas psicoativas.

Existe um interesse crescente no uso de substâncias psicoativas em conjunto com a psicoterapia.

Duas substâncias que tem recebido uma atenção maior são a maconha e o ecstasy.

Essas drogas são obviamente controvérsias, dado o fato de que elas também são psicoativas e causam efeitos alucinantes.

Porém, com o aumento na legalização da maconha, é importante discutir se essas substâncias poderiam ser usadas para aliviar sintomas clínicos da ansiedade.

Embora já exista alguns estudos clínicos aleatórios para essas drogas, certas formas de Cannabis tem demonstrado efeitos positivos na ansiedade.

Especificamente, o cannabidiol, um componente da Cannabis eficaz para o tratamento do transtorno da ansiedade social, e tetrahydrocannabinol tem ajudado os pacientes com transtorno do estresse pós traumático.

Porém, a Cannabis em forma de planta não tem mostrado muita eficácia e tem o potencial de piorar os sintomas, portanto essas substâncias devem ser usadas com cautela e com a supervisão de um médico ou especialista.

Tipos De Médicos, Terapeutas E Especialistas Em Saúde Mental.

Existem diferentes tipos de especialistas em saúde mental licenciados que podem tratar uma variedade de transtornos da ansiedade e transtornos relacionados.

Clínico Geral.

Muitos pacientes relatam os sintomas primeiro para o médico clínico geral.

Eles geralmente pedem uma bateria de exames físicos para descartarem desequilíbrios hormonais, efeitos colaterais de medicamentos e determinadas doenças.

Se os sintomas não são causados por outras condições, o médico pode diagnosticar o paciente com ansiedade e consequentemente direcionar o paciente a um psiquiatra ou psicólogo.

Esses médicos exercem suas atividades em hospitais públicos ou particulares, também em clínicas particulares.

Psicólogo Clínico.

Um especialista em saúde mental licenciado com doutorado em psicologia clínica que trata problemas comportamentais, mentais e emocionais.

Os psicólogos são treinados para fornecerem aconselhamento e psicoterapia, fazer testes psicológicos e fornecer tratamento para transtornos mentais.

Estes profissionais geralmente não prescrevem medicamentos.

É comum um psicólogo trabalhar junto com um psiquiatra que fornece o tratamento médico para os pacientes enquanto o psicólogo fornece a psicoterapia.

Psiquiatra.

Médico especializado no diagnóstico e tratamento de transtornos da saúde mental.

Um psiquiatra pode providenciar psicoterapia e prescrever remédios aos pacientes.

Eles geralmente trabalham em hospitais, clínicas particulares ou grupos privados de terapia.

Enfermeira Psiquiatra.

Uma enfermeira com mestrado ou doutorado em transtornos da saúde mental.

Uma enfermeira psiquiatra pode diagnosticar e tratar transtornos da saúde mental.

Elas geralmente fornecem psicoterapia e não podem prescrever medicamentos.

Enfermeiras psiquiatras também fornece o serviço de gerenciamento do transtorno.

Geralmente trabalham em clínicas particulares, hospitais e escolas.

Conselheiro Licenciado Para Saúde Mental.

Um especialista em saúde mental licenciado com mestrado em psicologia ou campo relacionado que trata problemas comportamentais, emocionais e mentais.

Este profissional está qualificado para fornecer um aconselhamento e psicoterapia.

Profissional Do Serviço Social.

Tem diploma em serviço social e treinamentos adicionais para fornecer serviços para a saúde mental.

Estão qualificados para fornecerem um gerenciamento dos transtornos.

Geralmente trabalham em hospitais, escolas e clínicas.

Onde Encontrar Tratamento.

A maioria dos profissionais que fornecem tratamento para os transtornos da ansiedade e transtornos relacionados podem ser encontrados em hospitais, clínicas públicas ou particulares e grupos de apoio.

Alguns também trabalham em escolas (conselheiros licenciados para a saúde mental, profissional do serviço social e enfermeiros psiquiatras).

Existe também o setor crescente da Tele Saúde, na qual os profissionais da saúde mental oferecem seus serviços através de vídeo conferência, e-mail, telefone e outras formas de comunicação a distância.

A Tele Ssaúde é particularmente útil para pacientes que moram em lugares remotos, que estão longe de instituições que fornecem serviços para a saúde mental.

Lidando Com A Ansiedade E Prevenindo A Ansiedade.

Todos os seres humanos tem ansiedade.

Em muitos casos, ansiedade tem qualidades benéficas que ajudam a pessoa a adaptar, como no caso de pressionar o indivíduo a estudar para um exame difícil próximo ou impulsionando a pessoa para fugir do perigo.

Apesar de ser normal experimentar alguma ansiedade com os estressores da vida, às vezes pode ser difícil gerenciar essa ansiedade e estresse, fazendo você se sentir sobrecarregado.

Abaixo nós mostramos uma lista de dicas e estratégias para ajudar os indivíduos a prevenir ansiedade, antes de atingir o nível de diagnóstico de transtorno.

Seja qual for o nível de ansiedade da pessoa, aprender estratégias para gerenciar a ansiedade “normal” experimentada no dia a dia pode ajudar você a viver a vida que você deseja.

Estratégias De Relaxamento.

Estratégias de relaxamento, como respiração profunda diafragmática, é comprovado que diminui a pressão, a frequência cardíaca e reduz a tensão geralmente associada ao estresse.

Envolver-se com estratégias de relaxamento regularmente pode equipar você a manter a ansiedade sob controle quando ela aparecer, permitindo que seu corpo mude de estado ansioso para um estado mais calmo e relaxado diante de agentes estressores.

Imagem guiada é outra estratégia de relaxamento que pode ajudar a reduzir e prevenir ansiedade extrema.

Imagem guiada envolve visualização mental direta para provocar relaxamento.

Isso pode envolver imaginar sua praia favorita ou um jardim Pacífico que pode distrair sua mente dos pensamentos ansiosos e permitir um corpo e mente focado nos pensamentos e sensações positivas do exercício de visualização.

Aprender a utilizar estratégias de relaxamento como estratégia de superação da ansiedade pode aumentar sua autoconfiança na capacidade de lidar com ansiedade durante situações angustiantes.

Estratégias de relaxamento são ótimas ferramentas para prevenir ansiedade porque são grátis, simples e fornece resultados imediatos.

Mindfulness, Meditação E Yoga.

Uma definição simples de mindfulness inclui a prática de estar alerta, com a mente plena, sem julgamento e no presente momento.

Ao se sentir ansioso, muitas vezes você pode sentir que você não tem controle da sua mente ou da reação do seu corpo ao estresse.

Você também pode sentir que a ansiedade faz você focar nos erros do passado e medos do futuro.

A prática de mindfulness, meditação e Yoga pode aumentar a consciência do indivíduo do mundo em sua volta e aumentar o auto controle sobre as experiências que você passa e como reagir.

Perda de sentimentos de controle é frequentemente um sintoma da ansiedade quando uma pessoa está se sentindo estressada e sobrecarregada.

Praticar essas estratégias pode ajudar você a viver a vida no presente momento e desfrutar das coisas presentes na sua vida que dão prazer.

Veja também: 9 Dicas De Yoga Para Superar O Transtorno Da Ansiedade

Descanso, Atividades Físicas, E De Dieta Saudável.

Outra estratégia de prevenção importante para ansiedade é incorporar exercícios físicos nas suas atividades diárias.

Atividade física é comprovada que diminui os hormônios do estresse que influenciam a ansiedade e também melhora o humor em geral.

Exercícios físicos também podem ajudar você a se desprender da preocupação, do estresse e focar na tarefa atual de se exercitar.

Exercícios como caminhada, corrida ao ar livre, esportes e musculação pode ser incorporados nas suas atividades de diárias e pode reduzir o impacto da ansiedade quando ela aparecer.

Uma dieta saudável também é importante para reduzir e prevenir ansiedade.

Uma dieta saudável pode realmente ajudar você a se sentir mais calmo regularmente, mesmo diante de estressores da vida.

Alguns alimentos que são particularmente eficazes para reduzir ansiedade são alimentos ricos em ômega 3 (salmão, nozes e sementes de linhaça) e probióticos.

Evite alimentos gordurosos, açucarados e alimentos processados.

Além disso, evitar cafeína quando você está se sentindo ansioso, bem como substâncias prejudiciais, como bebidas alcoólicas, pode ser benéfico.

Bebidas alcoólicas podem parecer uma ótima fuga para se acalmar, mas só leva a mais sintomas da ansiedade.

Incorporar uma dieta saudável no seu estilo de vida é fundamental para prevenir e reduzir ansiedade.

Não dormir a quantidade suficiente de horas também pode disparar ansiedade.

Estresse e ansiedade também podem interferir no sono e fazem você ficar acordado a noite.

Isso pode ser frustrante quando os estressores do dia e preocupações do futuro fazem você ficar acordado(a) a noite.

Separe um tempo para desacelerar antes de ir para cama.

Boas opções são algumas das estratégias de meditação e relaxamento descritas acima.

Além disso, em vez de deixar sua mente acelerar a noite, experimente colocar seus pensamentos, preocupações e planos para o dia seguinte no papel antes de ir dormir.

Isso vai acalmar sua ansiedade de esquecer algo que você precisa fazer ou terminar no futuro, deixando você relaxar e descansar.

Conscientização E Identificação De Gatilhos.

Um componente chave na prevenção da ansiedade é a conscientização.

Aprender a reconhecer seus padrões de pensamentos ansiosos quando aparecerem pode ajudar você a gerenciar e reduzi-los rapidamente.

A conscientização da ansiedade começa na tentativa de identificar a causa da ansiedade e adquirir um entendimento de como isso afeta seus comportamentos e seu humor.

Será que foi o seu chefe que pressionou você no trabalho e você está preocupado, achando que não está atendendo as exigências dele?

Será que foi porque você esperou até o último minuto para estudar para uma prova e está se sentindo ansioso e com medo de não se sair bem?

Conscientização da fonte da sua ansiedade é o primeiro passo para descobrir o melhor jeito de resolvê-la.

Às vezes existem coisas na sua vida que você já sabe o que causa ansiedade.

Pode ser uma prova importante, ter que dar uma palestra, qualquer apresentação na frente de um público e o estresse e ansiedade relacionados à educação dos filhos.

Depois que você identificar os seus gatilhos, você pode começar a praticar estratégias de superação que podem acalmar a sua ansiedade antes dela aparecer.

Por exemplo, se você sabe que você deixa tudo para depois na hora de estudar para uma prova e fica com extrema ansiedade, experimente estratégias de estudo que fazem você começar a estudar mais cedo e estabelecer horários realistas de estudo.

Se você consegue identificar que depois de um longo dia educando seus filhos você se sente exausto(a) e dominado(a) pela ansiedade por todas as coisas que você precisa fazer, você pode trabalhar para agendar um “tempo só pra você”, onde você pode garantir um tempo para relaxar, exercitar ou fazer atividades prazerosas que você sabe que ajuda a reduzir sua ansiedade.

Cuidar de si mesmo é importante para conseguir cuidar de outras pessoas.

Pode ser útil ter um diário que você usa para medir seus estressores, humor, pensamentos e comportamentos que são influenciados pela sua ansiedade.

Isso consequentemente vai ajudar você a identificar a causa da sua ansiedade e perceber quando você está mergulhado em pensamentos prejudiciais que só aumentam sua ansiedade.

Grupos De Apoio Entre Amigos E Família/Contato Com Terapeuta.

Algumas pesquisas mostram que pessoas que tem amizades próximas e que apoiam você tem uma capacidade maior de lutar contra doenças físicas e mentais do que pessoas que são isoladas.

A mente pode ser nossa pior inimiga em momentos ansiosos e ter uma rede de apoio onde você pode discutir e descarregar suas maiores preocupações pode ajudar a prevenir ansiedade e evitar que ela consuma sua vida.

Encontre amigos de confiança em momentos de ansiedade que você pode se abrir e saber que eles vão ouvir suas preocupações e dar um feedback sobre suas experiências.

É importante saber encontrar a estratégia certa que funciona para você controlar sua ansiedade.

Talvez você acha que não tem tempo no dia para reservar “só para você”, com uma agenda lotada com as crianças, e você precisa encontrar outra forma de reduzir sua ansiedade.

Um amigo ou terapeuta pode ser uma grande fonte a quem recorrer se você acredita que precisa de ajuda para encontrar as estratégias certas para reduzir sua ansiedade.

Serviços de terapia como a terapia cognitivo comportamental também é comprovado que ajuda com a prevenção e sintomas da ansiedade antes de chegar a um nível de diagnóstico de transtorno.

Mesmo se você não tem um diagnóstico de transtorno da ansiedade, procurar terapia pode ser uma fonte excepcional na conquista de estratégias para reduzir seu estresse e ansiedade.

Reconhecendo O Transtorno Em Outras Pessoas.

Como eu reconheço se alguém próximo de mim está com dificuldades com a ansiedade?

Transtornos da ansiedade são um dos transtornos da saúde mental mais comuns, afetando mais de 18% da população.

Esses transtornos são ainda mais comuns entre as crianças, afetando 25% das crianças entre 13 e 18 anos.

Os transtornos da ansiedade mais comuns são fobias específicas afetando 8,7% da população e ansiedade social, afetando 6,8% da população.

É provável que você conheça alguém com transtorno da ansiedade.

Apesar de existirem diferentes tipos de transtornos da ansiedade, cada um com características exclusivas, existem alguns sintomas comuns que podem dar uma pista de que alguém está sofrendo com transtorno da ansiedade:

  • A pessoa indica ansiedade e preocupação excessiva com eventos no futuro. Alguns exemplos pode ser situações sociais, exigências no trabalho ou separação de pessoas “seguras” ou de lugares como a casa dos pais.
  • A pessoa tem sentimentos de pânico acompanhados de reações fisiológicas (mãos suadas, coração acelerado e respiração pesada) em certas situações.
  • A pessoa tem distúrbios do sono relacionados a ansiedade ou preocupação.
  • A pessoa tem dificuldade de se concentrar como resultado da ansiedade ou preocupação.
  • Você também pode perceber sinais gerais de angústia, como negligenciar higiene pessoal, ganho de peso ou perda de peso, um declínio no desempenho no trabalho ou escola, grandes mudanças no humor ou abstinência de atividades e relacionamentos.
  • Existem duas diretrizes muito importantes para considerar, além dos sintomas. Essas diretrizes são a duração dos sintomas e o nível de prejuízo. A ansiedade é uma reação normal a situações estressantes, e até mesmo altos níveis de ansiedade podem ser saudáveis e benéficos às vezes. Transtornos estão presentes apenas quando os sintomas da ansiedade permanecem por semanas ou meses e interferem significativamente nas atividades diárias ou causam aflição e angústia permanente.

É importante dizer que não é uma boa ideia tentar diagnosticar ou rotular um amigo ou membro da família.

Apenas um profissional da saúde mental pode diagnosticar um transtorno da ansiedade, uma vez que muitos transtornos têm características sobrepostas, e podem aparecer junto com outros tipos de dificuldades mentais.

Porém, se você notar sinais de ansiedade, ou simplesmente achar que algo não está bem com alguém que você gosta, é uma boa ideia perguntar para a pessoa como ela está se sentindo.

Você pode começar com algo neutro e solidário como, “Você não anda a mesma pessoa ultimamente. Tem alguma coisa acontecendo que você gostaria de conversar sobre?”.

O Que Eu Posso Fazer Para Ajudar Um Membro Da Família Ou Amigo Próximo?

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer é ouvir o amigo ou membro da família conversar sobre as coisas que estão causando estresse e ansiedade.

O primeiro instinto pode ser oferecer conselhos ou ideias para uma “solução rápida”.

Porém, simplesmente aceitar os níveis de estresse da pessoa pode ajudá-lo a lidar com ansiedade, sabendo que ele pode contar com você como fonte de apoio mesmo quando os sintomas parecem difíceis de controlar.

Estudos mostram que o apoio social da família e dos amigos pode ser um dos fatores protetores mais fortes contra níveis debilitantes de ansiedade.

Também pode ser útil:

  • Evitar envergonhar seu amigo por causa da ansiedade dele.
  • Comentários como “relaxa, você está fazendo tempestade em copo da água” pode ser contra produtivo.
  • Pergunte para seu amigo como você pode ajudar.
  • Seja paciente. Se um amigo está experimentando um episódio de ansiedade, não tente intervir nem tente consertar. É melhor simplesmente ficar disponível para deixar seu amigo ciente de que você apoia ele e que ama ele.
  • Apoie a ideia que ele tem de procurar tratamento. Existe muita estigma quando se trata de procurar ajuda médica para problemas de saúde mental. Mostrar seu apoio pode ajudar a pessoa a superar os medos iniciais na hora de procurar ajuda profissional.

Veja também: 8 Sinais Menos Óbvios De Que Um Ente Querido Está Sofrendo De Ansiedade

O Que Eu Posso Fazer Para Ajudar Meu Marido Ou Minha Esposa?

Os sintomas da ansiedade podem colocar um peso nos relacionamentos.

Além de ver seu parceiro ou parceira passando por altos níveis de medo ou estresse, você também provavelmente tem mais do que a quantidade normal de responsabilidades diárias.

Aqui estão quatro coisas que você pode tentar:

  1. Estabeleça objetivos: você e seu parceiro ou parceira pode concordar em objetivos importantes, e você pode reconhecer realizações.

Por exemplo, se você e seu parceiro ou parceira concordam que ambos estão se sentindo isolados, vocês podem planejar ou aceitar um convite social para irem juntos uma vez por semana ou mais.

  1. Tratamento de apoio: Pesquise opções de tratamento com seu parceiro ou parceira e incentive ele ou ela a fazer o tratamento.

Existem vários tipos eficazes de tratamentos para ansiedade e parte deles envolve a participação direta do parceiro ou parceira e membros da família.

Procure um terapeuta na sua região.

  1. Pergunte como você pode ajudar: não fique achando que você deveria conseguir ler as necessidades do seu parceiro ou parceira sem perguntar.

Pergunte o que você pode fazer para ajudar, e ouça o que o seu parceiro ou parceira tem a dizer.

  1. Coloque-se no lugar dele ou dela: reconheça que você não entende o que seu parceiro ou parceira está sentindo quando ele ou ela passa por uma crise de ansiedade como um ataque de pânico.

Também é muito importante cuidar de si mesmo. Isso não é egoísmo.

Você não pode ajudar seu parceiro ou apoiar sua família quando você está completamente sobrecarregado.

Você pode começar com as dicas abaixo:

  • Ir em busca dos seus próprios interesses e hobbies. Essas atividades vão manter você cheio de energia e lembrar você de que você é uma pessoa verdadeira e interessante, fora do seu papel como parceiro ou pai de família.
  • Mantenha relacionamentos importantes. Seus amigos e família são uma fonte de apoio para você também! Sua rede social pode fornecer apoio emocional e discutir problemas que sua esposa pode não conseguir lidar.
  • Busque ajuda profissional, se necessário.

Veja também: 13 Coisas Para Lembrar Se Você Ama Uma Pessoa Com Ansiedade

O Que Eu Posso Fazer Para Ajudar Meu Filho Ou Filha Pequena?

Transtornos da ansiedade geralmente aparecem na infância.

Esse é um momento muito bom para intervir vou procurar tratamento, porque o cérebro da criança ainda está em formação, e pode adaptar mais facilmente a “jeitos” novos de pensar, comparado a cérebros adultos.

Ajudar sua criança a lidar com o transtorno da ansiedade pode ser uma tarefa complexa, envolvendo membros da família, amigos, professores e conselheiros, bem como profissionais da saúde mental.

Essas cinco dicas básicas também podem ajudar:

  1. Fortaleça o comportamento positivo saudável, em vez de punir ou criticar comportamentos problemáticos (como isolamento, reclamações e distúrbios do sono).
  2. Reconheça o elogie a criança pelo progresso, mostrando o quanto a criança já progrediu, em vez de comparar o comportamento dela com um determinado padrão.
  3. Concentre-se no desenvolvimento de hábitos saudáveis que vão beneficiar todo mundo na família, tais como uma boa rotina de sono, refeições e lanches saudáveis, e exercícios físicos frequentes.
  4. Busque o desenvolvimento de uma rede forte de amigos e colegas.

Não é de se surpreender que os relacionamentos com os amigos se tornam uma grande fonte de apoio durante adolescência.

Incentive sua criança a desenvolver interesses (como arte, música e esportes) que vão ajudá-lo a desenvolver e manter amizades.

Se sua criança já tem uma agenda bem estruturada e ocupada, experimente separar algum tempo para o socializar e relaxar.

Porém, note que às vezes os colegas podem ser uma fonte de ansiedade, através das pressões desses colegas ou bullying.

  1. Se seu filho ou filha está passando por ansiedade de separação, dê todo o apoio emocional possível durante essas angústias, mas tente evitar mudança de comportamento para acomodar demais a ansiedade.

Se você notar que a ansiedade de separação está durando mais do que um mês, procure ajuda profissional de um psicólogo ou conselheiro para aprender técnicas de comportamento eficazes para tratar a ansiedade.

Da mesma forma que cuidar de uma esposa ou marido com ansiedade, cuidar de um filho ou filha com ansiedade pode fazer você perder de vista sua própria saúde mental e física.

Veja também: 10 Sinais De Uma Criança Ansiosa

O Que Eu Posso Fazer Para Ajudar Um Colega De Trabalho?

Sinais de problemas de saúde mental podem ser diferentes no ambiente de trabalho em relação a outros ambientes.

A carta da saúde mental da Universidade de Harvard mostra os sinais que você pode perceber em seus colegas de trabalho, o que pode indicar um problema significativo.

Para transtornos da ansiedade, isso pode incluir inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, preocupação excessiva e prejuízo geral na qualidade do trabalho.

Se você acha que um amigo ou colega no trabalho está passando por um transtorno de ansiedade ou outro problema de saúde mental, você deve considerar com cuidado como reagir.

Suas ações no ambiente de trabalho podem ter consequências legais e consequências relacionadas ao trabalho.

Porém, intervir antes de acontecer uma situação de emergência pode ajudar a prevenir maiores consequências para a carreira, saúde e segurança do seu colega de trabalho.

Veja também: 7 Estratégias Para Eliminar A Ansiedade No Trabalho

Fontes

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